Palestinianos envolvem-se em confrontos com militares israelitas

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De  Euronews
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Centenas de palestinianos manifestaram-se, esta quinta-feira, contra o anúncio do Presidente dos Estados Unidos. Os confrontos com o exército israelita provocaram mais de 20 feridos

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São imagens que fazem lembrar momentos de tensão vividos no passado, agora, reavivados com o anúncio de Donald Trump. Belém foi placo de confrontos, um dia depois de o Presidente norte-americano ter reconhecido Jerusalém como capital de Israel.

Por entre gritos de revolta e arremesso de pedras os palestinianos queimaram a imagem do homem que dizem ter comprometido o papel de Washington no processo de paz.

O dia ficou marcado por confrontos com o exército israelita na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. De acordo com o último balanço, mais de 20 palestinianos ficaram feridos.

A mudança da embaixada norte-americana para Jerusalém ainda não tem data marcada. Os analistas acreditam que possam demorar entre três a quatro anos, mas para os palestinianos o calendário pouco importa. A prioridade para já passa por adotar uma nova estratégia.

Richard Engel, NBC news: "Estamos nos arredores de Ramallah. Isto já se arrasta há horas e não temos ideia de quando possa terminar. Os palestinianos falam de uma nova intifada e de conseguirem o que querem de outra forma. Dizem que o processo de paz com o qual se comprometeram há décadas deixou de funcionar. Dizem que com o discurso do Presidente Trump, os Estados Unidos mostraram que não são um mediador justo do conflito, por isso, estão a tentar uma nova abordagem, desta vez, nas ruas"

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