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Simbolismo e expectativa no primeiro dia da visita de Macron à Córsega

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Simbolismo e expectativa no primeiro dia da visita de Macron à Córsega

Simbolismo e expectativa no primeiro dia da visita de Macron à Córsega
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Há 20 anos, a Córsega assistia ao assassinato de Claude Erignac, o primeiro perfeito a ser morto em França desde a II Guerra Mundial.

O nome do político dá, agora, nome a uma praça em Ajaccio junto ao local onde foi abatido a tiro por um comando nacionalista. Uma homenagem prestada pela população e presidida pelo chefe de Estado francês de visita à ilha numa altura em que se multiplicam os apelos a uma maior autonomia.

Durante o tributo, Emmanuel Macron dirigiu algumas palavras à família de Erignac.

"Foi, também, graças a vocês que a justiça da Republica foi feita. E assim vai continuar a ser. Uma justiça sem complacência, sem ser esquecida e sem qualquer tipo de amnistia" afirma o Presidente francês.

À espera de ouvir Macron estão, também, os líderes nacionalistas que defendem uma revisão Constitucional. Além de uma autonomia alargada, a Córsega exige, também, a introdução do bilinguismo na administração pública. O discurso do chefe de Estado francês agendado para esta quarta-feira é, por isso, aguardado com expectativa já que vai permitir avaliar até que onde Macron está disposto a ir para encurtar a distância que separa o Eliseu da ilha onde nasceu Napoleão Bonaparte.