Possível proibição de carros a diesel agita Alemanha

A decisão do Tribunal Federal Administrativo de Leipzig que pode abrir a porta à proibição de carros a diesel nas cidades está a ser recebida com muitas dúvidas pelos alemães.
Por um lado, muitos questionam-se se as eventuais restrições vão de facto melhorar a qualidade do ar; por outro, que papel vai a indústria automóvel assumir nesta situação.
No entanto, a ministra alemã do Ambiente, Barbara Hendricks, quer evitar a aplicação de proibições. Como alternativa, defende a identificação dos carros amigos do ambiente.
"Isto não significa que as proibições vão entrar em vigor de um dia para o outro. O meu objetivo é e continua a ser que as proibições de condução nunca tenham de entrar em vigor, porque podemos manter o ar limpo de outras maneiras", afirmou.
Várias cidades e grupos ambientalistas defendem a criação de uma moldura legal nacional que possa ser adotada de forma uniforme. A intalação de sistemas de controlo de emissões em automóveis antigos é outra ideia em estudo para resolver este problema. Porém, muitos trocam argumentos sobre quem deve recair a fatura, estimada em 1500 euros para cada automóvel.
"Tudo isso tem custos significativos e uma adaptação começaria nos 1500 euros. Penso que é o dever moral dos produtores de automóveis, mesmo que seja apenas para salvar a sua reputação", referiu Markus Schäpe, advogado do Grupo alemão de Segurança Automóvel.
O caso levantado pelos estados de Baden-Wurttemberg e Renânia do Norte-Vestefália vai dar ainda muito que falar.
O governo de Angela Merkel prometeu medidas para breve, mas a Alemanha está já sob pressão da União Europeia para cumprir os limites máximos de poluição.