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Turcos dividem-se sobre a ofensiva em Afrin

Aproximadamente 200 mil pessoas terão deixado Afrin na última semana
Aproximadamente 200 mil pessoas terão deixado Afrin na última semana Direitos de autor REUTERS/Khalil Ashawi
Direitos de autor REUTERS/Khalil Ashawi
De  João Paulo Godinho com Reuters
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As forças armadas turcas, em apoio aos rebeldes do Exército Livre da Síria, tomaram a cidade a norte do país após dois meses de ataques.

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Um dia depois de o presidente da Turquia, Recçep Tayyip Erdogan, ter anunciado o controlo da cidade de Afrin, no norte da Síria, os turcos dividem-se na análise da ofensiva sobre as mílicias curdas.

O tema fez as manchetes de grande parte da imprensa escrita, mas a leitura depende sobretudo da região em que se está.

Se no sul da Turquia, onde há uma maior presença curda, os ataques dos últimos dois meses são alvo de censura, já na capital Ancara entende-se a operação Ramo de Oliveira como uma ação incontornável.

Em Diyarbakir, o representante do Partido Democrático dos Povos, Berdan Ozturk, criticou a ofensiva e apelou a uma reação forte da comunidade internacional.

"Apelamos às Nações Unidas, ao Conselho Europeu, ao Parlamento Europeu, às forças da coligação internacional, aos países islâmicos e, em suma, à comunidade internacional como um todo para tomar medidas para evitar imediatamente a tragédia em Afrin e obter resultados concretos, incluindo a retirada de todas as forças armadas que entraram na cidade", afirmou.

Cerca de 200 mil pessoas já terão deixado Afrin nos últimos dias. A ofensiva veio baralhar ainda mais o já problemático cenário de guerra na Síria, que vive um grave conflito há mais de sete anos.

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