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"Ameaça" dos migrantes fecha campanha na Hungria

"Ameaça" dos migrantes fecha campanha na Hungria
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Apesar de tudo apontar para um terceiro mandato consecutivo nas legislativas deste domingo - as sondagens dão-lhe uma vantagem de 30% em relação aos rivais -, o atual primeiro-ministro húngaro não deixou o último ato de campanha por mãos alheias.

Viktor Orban voltou a evocar a ameaça que os migrantes representam ou não fosse ele conhecido pelas controversas posições nacionalistas e de desafio ao bloco europeu. Os números jogam a seu favor: o crescimento económico é de 4% e a taxa de desemprego situa-se nos 3,8%.

O líder do Jobbik, da extrema-direita, aproveitou a reta final para falar na meta do aumento de salários no país, que passa por reformas a nível europeu. Gabor Vona é creditado com cerca de 12% das intenções de voto, tantas quanto o candidato do bloco que integra os socialistas, Gergely Karacsony. Aqui a retórica foi de ataque direto a Orban, acusado de autoritarismo, e ao seu partido, o Fidesz, em torno do qual se têm sucedido escândalos de corrupção.

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