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Mogherini espera "algumas melhorias" para a Síria

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Mogherini espera "algumas melhorias" para a Síria

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O ponto de vista pretende-se abrangente, mas deste segundo e último dia da conferência de ajuda à Síria, organizada em Bruxelas, não se esperam grandes surpresas. Este encontro de líderes internacionais deverá recolher mais de 8 mil milhões de euros para ajudar os refugiados. Os apelos para que a Rússia e o Irão façam alguma coisa voltaram a surgir.

Mas Federica Mogherini, a Alta Representante da UE para a Política Externa, fica-se pelo pragmatismo, salientando que "esta junção de diferentes intervenientes, sob os auspícios da União Europeia e da ONU, pode apenas contribuir para algumas melhorias a nível político. É esse o objetivo que Bruxelas continua a tentar alcançar: contribuir para a ajuda humanitária e os processos políticos".

Já o representante da Rússia, Vladimir Chizhov, veio lamentar a ausência de responsáveis do regime sírio neste encontro. Chizhov declarou que é mesmo "um retrocesso para esta conferência e um erro, o facto de não terem sido convidados", considerando que faltaram aqueles que "podem falar em nome dos interesses do povo sírio".

Entretanto, anuncia-se que Damasco tomou o controlo da parte oriental de Qalamoun, nos arredores da capital. Há quase duas semanas, o regime de Bashar al-Assad declarou ter reconquistado o enclave de Ghouta, após uma ofensiva que, segundo o Observatório dos Direitos Humanos (OSDH), tirou a vida a mais de 1700 civis.