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Tristeza e desilusão entre as vítimas da ETA

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Tristeza e desilusão entre as vítimas da ETA

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REUTERS/Vincent West
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"A ETA matou 853 pessoas inocentes. Eles querem repor o contador a zero". A frase está nos cartazes do Comité de Vítimas do Terrorismo (COVITE), que reclama o fim da ETA "sem impunidade".

A presidente do COVITE, Consuelo Ordóñez é a voz da desilusão: "não é este o fim da ETA que queremos. Não é este, sobretudo, o fim da ETA que merecemos, lamenta. "O fim da ETA podia ter sido diferente, devia ter sido diferente, se o nosso Governo se tivesse empenhado nisso. A única frase decente que os terroristas poderiam dizer começa e acaba com: nunca deveríamos ter existido", afirma.

O dia 8 de Março de 1985 ficou na história do País Basco como a data do primeiro atentado mortal

contra a Ertzantza, a polícia autónoma basca. Uma bomba foi colocada debaixo do carro de Carlos Díaz Arcocha, o chefe da polícia que ficou gravemente ferido e acabou por morrer no hospital.

Trinta e três anos depois, a filha de Díaz Arcocha, Teresa Díaz, espera um pedido de desculpas às vítimas: "enso que deveriam pedir perdão, colaborar com a justiça, esclarecer os crimes que estão pendentes e acabar sem grande alarido ou sem grandes espalhafato".