O enviado da NBC e da Euronews à Faixa de Gaza explica como o recente massacre e a mudança da embaixada dos EUA em Israel apagam qualquer esperança de um regresso dos palestinianos à mesa das negociações.
A morte de pelo menos 59 palestinianos pelas balas do exército israelita, na fronteira com a Faixa de Gaza, é mais um golpe no processo de paz que já estava estagnado. Só muito dificilmente os palestinianos voltam à mesa de negociações.
_"É difícil dizer qual a direção que o conflito israelo-palestiniano tomou na últimas décadas, mas agora parece enfrentar um impasse praticamente impossível de ultrapassar. Os palestinianos não têm qualquer razão para querer voltar à mesa das negociações e os da Cisjordânia não vão querer negociar com um governo israelita que ganhou confiança renovada. Lembremos que a popularidade de Netanyahu está a subir em Israel, que tem uma aliança reforçada com os Estados Unidos, mais confiança no apoio americano independentemente dos passos que der. _
O processo de paz palestiniano está delineado em vários passos. Com a mudança da embaixada de Telavive para Jerusalém, a administração americana saltou por cima deste processo muito estruturado, que levou várias décadas a conceber. Colocou Israel num ponto que está fora dos acordos de Oslo feitos nos anos 90", conta o enviado da NBC à Faixa de Gaza, Matt Bradley.