Despenalização da eutanásia a debate e votação

Despenalização da eutanásia a debate e votação
De  Pedro Sacadura
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Diplomas preveem que a morte medicamente assistida só pode ser solicitada por pessoas sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável. Têm de ser maiores de idade e precisam de confirmar essa vontade várias vezes

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Os protestos prometem fazer-se ouvir de forma ruidosa junto às escadarias do Palácio de São Bento, em Lisboa. A jornada desta terça-feira é de debate e votação na Assembleia da República de quatro projetos de lei sobre a despenalização e regulamentação da morte medicamente assistida.

Para Ana Figueiredo, que perdeu tragicamente o pai, um antigo combatente da guerra colonial com cancro, em 2014, há esperança para as pessoas à beira do desespero.

"Dar um tiro na têmpora com o revólver dele para tirar a própria dor que já não aguentava não é digno para ninguém. Também já não tinha mais esperança à vista porque o percurso foi cheio de esperança", sublinha a ativista a favor da eutanásia.

A votação será feita pelos deputados, um a um, e o desfecho é imprevisível.

PS e PSD deram liberdade de voto aos deputados que terão de se pronunciar quatro vezes por cada projeto de lei.

Bloco e PAN votam a favor. CDS e PCP anunciaram o voto contra, prevendo-se a mesma tendência de grande parte dos deputados sociais-democratas.

Incerteza suficiente para endurecer o tom do discurso crítico.

"Estes senhores querem que nos tornemos profissionais de saúde executores da morte daqueles que estão em sofrimento. É isto que está em causa e nós não queremos", diz Sara Sepúlveda, ativista anti-eutanásia.

Marcelo Rebelo de Sousa referiu que “não tem posição tomada” em relação aos diplomas, mas de acordo com jornal "Expresso" deverá vetar.

Editor de vídeo • Pedro Sacadura

Outras fontes • LUSA

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