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Lula da Silva: "Peço respeito pela democracia"

Lula da Silva: "Peço respeito pela democracia"
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REUTERS/Leonardo Benassatto/File photo
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"Há um golpe de estado da direita em curso no Brasil". A afirmação é do ex-presidente brasileiro, Lula da Silva, num longo artigo de opinião que assina esta terça-feira, no jornal norte-americano, New York Times.

No texto, após fazer o elogio dos anos da sua presidência e de Dilma Rousseff, o ex-presidente afirma que o progresso do Brasil foi interrompido com a destituição de Dilma e a sua prisão.

Um "golpe em câmara lenta"

"Meu encarceramento foi a última fase de um golpe em câmera lenta destinado a marginalizar permanentemente as forças progressistas no Brasil. Pretende-se impedir que o Partido dos Trabalhadores seja novamente eleito para a presidência. Com todas as pesquisas mostrando que eu venceria facilmente as eleições de outubro, a extrema direita do Brasil está tentando me tirar da disputa", escreve, acrescentando: "As forças de direita que tomaram o poder no Brasil não perderam tempo na implementação de sua agenda"(....) "Os conservadores do Brasil estão trabalhando muito para reverter o progresso dos governos do Partido dos Trabalhadores, e eles estão determinados a nos impedir de voltar ao cargo no futuro próximo".

Sergio Moro é "aliado político da direita"

Lula da Silva acusa diretamente o juiz Sergio Moro e os procuradores de serem "aliados políticos da direita" e de terem orquestrado um espetáculo mediático, quando o obrigaram `a depôr, "à força" e o acusaram de "ser o mentor de um vasto esquema de corrupção" afirmando que a sua detenção tem apenas "razões políticas" e é por isso que, apesar de estar preso, se candidata à eleição presidencial.

Manifesto

Um texto que surge como um verdadeiro manifesto, em que Lula afirma: "Eu não peço para estar acima da lei, mas um julgamento deve ser justo e imparcial. Essas forças de direita me condenaram, me prenderam, ignoraram a esmagadora evidência de minha inocência e me negaram Habeas Corpus apenas para tentar me impedir de concorrer à presidência. Eu peço respeito pela democracia. Se eles querem me derrotar de verdade, façam nas eleições".