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Governo italiano culpa empresa que gere as autoestradas

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Governo italiano culpa empresa que gere as autoestradas

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Depois colapso do viaduto na cidade italiana de Génova que provocou a morte a 38 pessoas, a população procura compreender as causas da tragédia, entre ira, medo e desencanto face a política.

Os socorristas continuam à procura de vítimas nos escombros. Os habitantes foram obrigados a abandonar os prédios situados por baixo do viaduto para evitar uma nova tragédia, caso a parte da ponte que ainda está de pé se desmorone.

Para a população designar culpados não é suficiente.

"Na minha opinião, há pouca manutenção. Os políticos não querem saber e agora aparecem todos a a falar. Não é possível que algo terrível tenha de acontecer, que tenham de morrer pessoas para que as coisas mudem em Itália", disse uma habitante de Génova.

"Vão ver que, no final, eles vão culpar o engenheiro que construiu a ponte e que está morto. Os outros vão salvar a pele", disse um habitante.

Mais de duzentas famílias desalojadas

"Eles só se preocupam com a autoestrada e não se preocupam connosco. Somos seiscentas pessoas que foram obrigadas a abandonar as casas. Eu tenho um filho de quatro anos. Espero que seremos realojados depressa", disse uma habitante.

O governo italiano, composto pela coligação entre o partido antissistema 5 Estrelas e os eurocéticos e xenófobos da Liga, aponta o dedo à concessionária das autoestradas em Itália.

"A ponte estava sob o controlo de uma empresa privada que ganha milhares de milhões de euros cobrando portagens que são das mais caras da Europa. É claro que não fizeram o que deveriam fazer, não gastaram o dinheiro onde deviam. Cancelar a licença, cobrar uma multa elevada, acusar civil e criminalmente os que têm estes mortos e feridos na consciência é o mínimo que podemos fazer", declarou o ministro Matteo Salvini.

A empresa declarou estar confiante de que poderá provar que cumpriu todas as obrigações legais de manutenção e compromete-se a reconstruir a ponte em cinco meses.

O governo declarou o estado de emergência para a região de Ligúria durante 12 meses.