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Polémica com uso do Fentanyl em execuções nas prisões do Nebrasca

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Polémica com uso do Fentanyl em execuções nas prisões do Nebrasca

Polémica com uso do Fentanyl em execuções nas prisões do Nebrasca
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Carey Moore de 60 anos foi esta terça-feira executado no Estado do Nebrasca, nos Estados Unidos, pela morte de dois taxistas em 1979.

Para além da execução, num estado que tinha abandonado a pena de morte e que a restaurou em 2016, é o produto utilizado na injeção letal que está a causar polémica: o Fentanyl.

Uma muher, protesta: "Assassinato é assassinato. Não importa quem o faça. E o governador Pete Ricketts, que está a insisitir nisto, assim como o Procurador Geral Doug Peterson - têm sangue nas mãos. Eu penso que o governador Pete Ricketts é católico e a Bíblia diz "não matar".

Moore foi o primeiro condenado à morte a ser executado com uma mistura de Fentanyl, sedativos e cloreto de potássio.

O Fentanyl é um analgésico 100 vezes mais potente do que a morfina, que é bastante utilizado pelos toxicómanos e é responsável por dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos.

O governador do Nebraska afirma que a escolha do Fentanyl tem a ver com a dificuldade em encontrar os produtos letais habituais. Os laboratórios recusam-se cada vez mais a vender esse tipo de produtos às prisões. Um laboratória alemão chegou mesmo a apresentar uma queixa contra o estado do Nebrasca, mas a queixa foi rejeitada.