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Quem é Jair Bolsonaro, o Trump brasileiro?

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Quem é Jair Bolsonaro, o Trump brasileiro?

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Jair Bolsonaro é, de acordo com uma sondagem do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, o primeiro nas intenções de voto na primeira volta das presidenciais de outubro, consideradas como as mais imprevisíveis desde a volta do Brasil à democracia. ´É considerado como ultranacionalista e de extrema-direita. Muitas das suas declarações dão azo a polémicas. Durante um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais, foi apunhalado e sofreu uma lesão no abdómen.

Mas quem é afinal, Jair Bolsonaro?

Jair Messias Bolsonaro nasceu em Campinas, no estado de São Paulo, em 1955 e é militar na reserva e professor de educação física. Ocupa um sétimo mandato como deputado Federal, com lugar na Câmara dos Deputados, em Brasília, desde 1991.

É candidato à presidência do Brasil nas eleições de outubro pelo Partido Social Liberal, força política que trocou pelo Partido Social Cristão, depois de passar pelo Partido Ecológico Nacional.

Bolsonaro expressou várias mudanças de alinhamento político-partidário que parecem contraditórias, mas que estão longe de ser um caso isolado no complexo sistema de partidos brasileiro.

O discurso e as ideias do candidato do PSL, por outro lado, integram um discurso que muitos definem como de extrema-direita. Diz-se extremamente religioso e adota posições consideradas ultranacionalistas.

Bolsonaro define-se como anticomunista, anti-esquerda e contra tudo o que pensa ser parte do que entende como politicamente correto.

Defensor da ditadura militar

Defende sem complexos os 21 anos da ditadura militar brasileira, entre 1964 e 1985, quando foram levadas a cabo tortura e execuções de opositores e amordaçada a liberdade de expressão. Bolsonaro diz que era uma época com uma educação de qualidade, com mais estabilidade e segurança.

Na educação, fala no fim do que define como "ideologia de género" e das "cotas raciais" nas escolas brasileiras. Quer que o Brasil legalize o livre porte de armas.

É autor de comentários e declarações consideradas misóginas, homofóbicas e racistas. Chegou a dizer a uma deputada, que lhe chamou violador, que ela não "merecia ser violada."

Numa entrevista a um conhecido canal de informação internacional, disse que "ninguém quer ter um filho homossexual" e que "o Brasil não gostava de homossexuais". É contra o casamento e a adoção de crianças por pessoas do mesmo género.

Fez alguns comentários sobre os afrodescendentes brasileiros e sobre as comunidades indígenas, que acusa de não querer trabalhar.

Na economia, opta por um discurso liberal. Defende privatizações em massa, o fim de apoios sociais e um Estado mínimo.