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Putin propõe paz ao Japão e semeia discórdia no caso Skripal

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E, de repente, em pleno Fórum Económico Oriental, o presidente russo surpreende o Japão com uma proposta de paz. Reunidos na cidade russa de Vladivostok, Vladimir Putin apresentou ao primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, um plano concreto para pôr cobro a 70 anos de braço de ferro.

"Estou de acordo com o Shinzo. Ambos queremos concluir o acordo de paz. E, para mim, devemos fazê-lo até ao final deste ano, sem qualquer condição prévia", declarou.

Em causa está o controlo territorial do arquipélago que os russos chamam de Ilhas Curilas e os japoneses de Territórios do Norte. O conflito tem dado origem a vários bloqueios económicos entre os dois países. Shinzo Abe não deu uma resposta oficial à proposta de Putin, não se sabendo se estará muito recetivo a assinar um acordo primeiro e estabelecer os termos depois.

No entanto, o encontro de Vladivostok não trouxe apenas esta surpresa. O presidente russo declarou, ao contrário do que tinha sido afirmado até agora, que afinal o Kremlin conhece os suspeitos do caso Skripal.

"Nós investigámos esses dois homens, sabemos quem são e onde estão. Agora espero que sejam eles a aparecer e a falar em sua própria defesa. Seria melhor para toda a gente. Não há nada de especial, nem de criminoso a revelar, garanto-vos. Mas o tempo dirá", realçou.

Putin acrescentou ainda que os suspeitos são meros civis. Os homens acusados pelos serviços secretos britânicos do envenenamento do antigo espião russo Sergei Skripal e da sua filha foram filmados por câmaras de videovigilância a chegar de Moscovo e a fazer o percurso até ao local do crime.