Continua a luta para encontrar empresário português raptado

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De  Nara Madeira com Lusa
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A mulher de Américo Sebastião, o empresário português raptado em 2016, em Moçambique, afirmou que as autoridades do país não fizeram tudo o que era possível para encontrar o marido e pede esclarecimentos ao parlamento.

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A mulher de Américo Sebastião, o empresário português raptado em 2016, em Moçambique, afirmou que as autoridades do país não fizeram tudo o que era possível para encontrar o marido:

"É um facto: se a (ajuda da) polícia portuguesa foi oferecida durante as investigações e se não foi aceite, fechando-se o processo, com certeza que não usaram todos os recursos disponíveis", garantiu Salomé Sebastião, em conferência de imprensa, em Maputo, um dia depois de entregar, no parlamento moçambicano, uma petição pedindo esclarecimentos. 

A mulher de Américo Sebastião quer que seja autorizada a colaboração das autoridades policiais e judiciárias portuguesas na investigação. O caso foi arquivado pela justiça moçambicana mas a família acredita ter indícios que poderiam ajudar a descobrir o paradeiro do empresário.

O processo chegou a ser reaberto, no início do ano, pela Procuradora-chefe da República em Sofala, Carolina Azarias, mas as autoridades concluíram não ter encontrado elementos para o esclarecimento do caso, acabando o processo por ser, novamente, arquivado. A lei moçambicana não prevê nova possibilidade de recurso.

Apesar disso, Salomé Sebastião garante que vai continuar a lutar, promovendo ações junto das mais diversas entidades. Para janeiro de 2019 estão já previstas iniciativas a nível europeu. Para Salomé está em causa não apenas o desaparecimento do seu marido mas a segurança de cidadãos estrangeiros em Moçambique.

Américo Sebastião foi raptado, na manhã de 29 de julho de 2016, numa estação de serviço em Nhamapadza, na província de Sofala. Os seus cartões de débito e crédito foram usados, posteriormente, para levantar 4000 euros. As contas foram, entretanto, bloqueadas.

Portugal ofereceu, várias vezes, cooperação judiciária e judicial, acordada entre os dois países. O tema chegou a ser discutido ao mais alto nível mas as autoridades moçambicanas recusaram aceitar ajuda nas investigações.

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