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UE apreensiva com instabilidade política na Roménia

UE apreensiva com instabilidade política na Roménia
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A Roménia enfrenta uma crescente crise política a poucos dias do país, da Europa de Leste, assumir a presidência rotativa da União Europeia. O Parlamento vota, na quinta-feira, uma moção de desconfiança contra o Governo.

A oposição romena está contra a decisão do Executivo de emitir um decreto-lei que perdoaria políticos condenados por corrupção. O líder dos social-democratas, está entre os condenados e alega que o decreto tem como objetivo reparar os abusos do sistema judicial.

Liviu Dragnea afirmou que "qualquer um que encontre quaisquer outras medidas legais que não sejam a amnistia e o perdão para reparar todas as injustiças e todos os abusos da justiça, terá meu apoio. Se não aparecerem tais medidas, parem com as hesitações."

Liviu Dragnea criticou a União Europeia pelas advertências a Bucareste, contra a interferência no Judicial.

A Coligação que sustenta o Governo depende de uma frágil maioria na Assembleia, levando os partidos da oposição a apresentar uma moção de desconfiança.

O líder do Partido Liberal, Florin Citu, afirmou que "o atual Governo é que, apesar das suas ações, está a empurrar a Roménia para fora da União Europeia e ridicularizou os valores europeus. Temos que parar com isso. É nosso dever fazer isso agora."

"Continuar com a desestabilização do estado de direito e com o funcionamento da justiça, isso vai ofuscar completamente o desempenho que teremos nesta presidência do Conselho da União Europeia", assegurou o líder do USR, Dan Barna.

Pouco depois de vencer as eleições, há dois anos, a coligação liderada por Viorica Dancila tentou reformular as leis anticorrupção, desencadeando os maiores protestos populares registados na Roménia desde a revolução de 1989. Sob pressão dos líderes europeus, os social-democratas de Dragnea adiaram a iniciativa de amnistia até agora, mas aumentaram a retórica anti-Bruxelas.

O analista político e antigo ministro romeno dos Negócios Estrangeiros, Cristian Diaconescu, adverte que o choque, na Roménia, entre a perspetiva pró-europeia, tradicional do povo romeno, e a posição eurocética do Governo poderia desestabilizar toda a região.

"Estou certo de que o apoio do espírito pró-europeu virá automaticamente da opinião pública e da pressão da nação romena. Por outro lado, a Federação Russa nunca fez segredo do facto de que o alargamento da União Europeia, o alargamento da NATO, a ideia de que a Aliança Atlântica está agora no processo de cercar a Rússia, isto é considerado por Moscovo como decisões políticas que devem ser confrontadas por eles", sublinha.

A Roménia tem assistido a tensões políticas desde a revolução que pôs fim ao regime comunista. É uma luta interna pelo poder com as relações fundamentais do país com a Europa em jogo.

A poucos dias de Bucareste assumir a presidência rotativa da União Europeia, Bruxelas olha para o país com ansiedade.