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Macedónia: O Acordo de Prespa

Macedónia: O Acordo de Prespa
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Foi com aplausos que no dia 17 de junho, do ano passado, se celebrou a assinatura do Tratado de Prespa. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o primeiro-ministro macedónio, Zoran Zaev, colocavam fim a um conflito de 27 anos. Os dois países concordaram com a mudança do nome da Antiga República Jugoslava da Macedónia para República da Macedónia do Norte.

A contenda surgiu após a dissolução da antiga Jugoslávia, em 1991. A antiga província manteve o nome de República da Macedónia o que provocou uma forte contestação na Grécia com milhares de pessoas a protestarem em Atenas e em Salónica. Grande parte dos gregos rejeita que o país vizinho use o étimo "Macedónia", uma vez que designa uma província, no norte do país, e dizem, faz parte do património cultural da Grécia.

O tema inflamou a sociedade helénica, provocando algumas crises políticas. O então primeiro-ministro, Konstantinos Mitsotakis, que defendia a exclusividade grega do étimo "Macedónia", viu o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonis Samaras, abandonar o Executivo em discordância.

Andreas Papandreou, que assumiu a liderança do Governo seguinte, impôs um embargo comercial aos vizinhos do norte sendo obrigado a levantá-lo, 18 meses depois, após os protestos da comunidade internacional.

Em 1993, com o nome provisório de "Antiga República Jugoslava da Macedónia", o país aderiu à Organização das Nações Unidas que serviu de intermediadora num acordo provisório em 1995.

O conflito entre os dois países tem impedido os Governos de Skopje de concretizarem os objetivos de política externa como a adesão à União Europeia ou à NATO.

Em 2006, Nikola Gruevski assume a liderança do Executivo de Skopje fazendo renascer os símbolos históricos da região construindo, por exemplo, estátuas de Alexandre o Grande.

Em 2016, Zoran Zaev é eleito primeiro-ministro do país e com o objetivo de fazer com que o país integre a União Europeia, negoceia e assina, com Alexis Tsipras, o Acordo de Prespa. Após ter sido ratificado pelos parlamentos de Skopje e Atenas, o país assume, em definitivo, o nome de República da Macedónia do Norte.