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Agricultor francês contra Monsanto

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A justiça francesa vai pronunciar-se, no dia 11 de abril, sobre o caso do agricultor Paul François contra a empresa norte-americana de agroquímicos Monsanto.

O lavrador afirma que em 2004 a inalação de vapores de Lasso, um herbicida da Monsanto, o levou ao hospital, onde esteve em estado grave, e que lhe provocou graves problemas neurológicos.

François afirma que "este produto foi proibido no início dos anos 80, no Canadá, porque era perigoso. Então a Monsanto não podia ignorar essa decisão e não podia ignorar que esse produto era perigoso, mas continuaram a comercializá-lo conscientemente."

Esta é a quarta vez que Paul François recorre à justiça para ver reconhecida a responsabilidade da Monsanto.

Em 2012, o tribunal de primeira instância de Lyon condenou o gigante dos agroquímicos a pagar um milhão de euros de indemnização, a sentença foi depois confirmada, pelo Tribunal da Relação, em 2015. Em 2017, o Supremo Tribunal francês anulou as duas decisões por razões processuais.

"As patologias invocadas por Paul François não existem. Não somos nós que o dizemos, são os peritos forenses e isso é facilmente verificável na leitura do relatório dos peritos. Não pode ser atribuída nenhuma falha à Monsanto, seja onde for", afirma o advogado da Monsanto, Jean Daniel Bretzner.

O repórter da euronews, Marc Bouchage, relata: "Através da sua luta, Paul François tornou-se um dos rostos, em França e na Europa, da luta contra a utilização de pesticidas e herbicidas. Mas o agricultor francês não é o único a ter queixas contra a Monsanto. Nos Estados Unidos, mais de 8.000 processos judiciais foram movidos contra o gigante dos agroquímicos."