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Merkel recusa pressão dos EUA sobre o Irão

Merkel recusa pressão dos EUA sobre o Irão
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Foi com apelos à paz que foram recebidos os líderes mundiais presentes na Conferência da Segurança, em Munique. O protesto realizado às portas do encontro destinou-se a questionar as despesas militares que a NATO acarreta e a intenção do governo alemão de duplicar os gastos neste setor até 2024, o que configura um valor de mais de 80 mil milhões de euros.

Na conferência em si, vimos representantes britânicos e russos retomarem conversações após o caso Skripal. E vimos o vice-presidente americano puxar as orelhas à União Europeia.

Segundo Mike Pence, "chegou a altura de os parceiros europeus deixarem de travar as sanções americanas contra um regime que é assassino. Chegou a altura de os parceiros europeus se juntarem aos Estados Unidos e ao povo iraniano. Chegou a altura de os parceiros europeus se retirarem do acordo nuclear com o Irão".

Para Angela Merkel, o momento é, na verdade, de olhar para a questão sob um outro prisma. "Há programas de mísseis balísticos, há o Irão no Iémen, há o Irão na Síria. E a única pergunta sobre esta matéria que separa os Estados Unidos dos europeus é a seguinte: será a retirada do único acordo que ainda existe a solução para a causa comum que é conter as influências nefastas do Irão? Ou será que manter essa âncora ajuda, pelo contrário, a exercer pressão noutras áreas?", perguntou a chanceler.

A União Europeia, a Rússia e a China têm tentado segurar o acordo sobre o nuclear iraniano desde meados do ano passado, quando Donald Trump decidiu abandoná-lo.