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Morreu o antigo ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble

Wolfgang Schäuble
Wolfgang Schäuble Direitos de autor Francois Mori/AP
Direitos de autor Francois Mori/AP
De  Euronews com agências
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Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças de Angela Merkel durante a crise do euro, morreu aos 81 anos.

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O antigo ministro das Finanças alemão Wolfgang Schäuble morreu aos 81 anos, disse a família à agência noticiosa alemã dpa.

Schäuble, ministro das Finanças de Angela Merkel durante oito anos e antigo presidente do Bundestag, o parlamento alemão, foi considerado um dos arquitetos da reunificação da Alemanha.

Veterano dos Democratas Cristãos (CDU), tinha a pasta alemã das Finanças durante a crise do euro e acabou por ser criticado pela insistência com a austeridade e acusado de falta de generosidade: em 2015, sugeriu mesmo que a Grécia saísse durante cinco anos da zona euro. Rejeitou sempre os apelos do Fundo Monetário Internacional para dar a Atenas Grécia mais tempo para controlar o défice.

Chegou a admitir que Portugal iria precisar de um segundo resgate da "troika", mas viria depois a reconhecer os esforços dos socialistas para controlar as contas públicas e apelidou Mário Centeno, agora governador do Banco de Portugal, de Ronaldo das Finanças.

Wolfgang Schäuble nasceu em 1942 em Freiburg, na Alemanha, e trabalhou em fiscalidade antes de vencer as eleições para o parlamento da Alemanha Ocidental, em 1972. Foi minsitro do Interior do chanceler Helmut Kohl, depois de ser o seu chefe de gabinete durante cinco anos. Ajudou a redigir o tratado que criou o enquadramento legal para a reunificação da Alemanha e, poucos dias após a reunificação, em 1990, foi baleado num comício por um homem com problemas do foro psiquiátrico. 

Ficou fravemente ferido na medula espinal e no rosto mas acabaria por recuperar e, desde então, deslocava-se numa cadeira de rodas. Rapidamente regressou à política e, entre 1991 e 2000, liderou o grupo parlamentar do bloco conservador no parlamento. Tornou-se líder da CDU, sucedendo a Helmut Kohl, em 1998, mas demitiu-se dois anos depois ao ser implicado num escândalo financeiro em torno da liderança de Kohl.

Regressou ao governo alemão em 2005, quando Angela Merkel se tornou chanceler, como ministro do Interior; em 2009 assumiu a pasta das Finanças, cargo que manteve durante quase oito anos.

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