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Quando a tecnologia parece saída de um filme

Quando a tecnologia parece saída de um filme
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Barcelona é a anfitriã do maior Congresso de Comunicações Móveis do mundo e as novidades parecem retiradas de um filme de Hollywood.

Os telemóveis dobráveis da Samsung e da Huawei são os meninos de ouro deste ano, mas a tecnologia vai além disso.

Foram apresentados telemóveis que conseguem ser desbloqueados sem se tocar no ecrã.

O feito é da multinacional sul-coreana LG, a qual presentou um telemóvel que se desbloqueia ao identificar as veias do dono.

Segundo a empresa, a tecnologia permite usar o telemóvel, por exemplo, com "as mãos molhadas". A Tecnologia do novo G8 ThinQ passa pela emissão de uma radiação infravermelha, a qual é capaz de criar um mapa das veias do utilizador com base na forma como a hemoglobina reage ao sensor.

Reuters

"A possibilidade de haver alguém com o mesmo padrão de veias é 10 vezes menor do que alguém com a mesma mesmas impressões digitais.", admitiu Miguel Ángel Fernández, Diretor de Marketing da LG.

A câmara do telemóvel foi criada para reconhecer vários movimentos. Ainda não se sabe quanto é que esta tecnologia vai custar, mas o modelo anterior, o ThinQ G7, foi lançado por 660 euros.

Realidade Virtual

Mas nesta feira não há só telemóveis, a realidade virtual tem sido, desde que surgiu, um tema forte nos encontros de tecnologia.

Os hologramas estão cada vez mais perto de se tornarem uma realidade do dia-a-dia, e, neste congresso, não aparecem só em filmes de ficçao científica.

A Microsoft apresentou o "Hololens2", um dispositivo capaz de produzir hologramas. O equipamento chegará aos mercados, mas não em breve, como admitiu Charlie Han, gerente de produto da Microsoft Hololens2.

Hololens2

“Obviamente que há um sonho, há um mundo em que vamos democratizar este tipo de tecnologia para toda a gente, mas ainda demorará algum tempo", disse.

No congresso, em Barcelona, foram também apresentados robôs que tocam piano, robôs capazes de tirar cafés e até robôs que conseguem entreter na pista de dança.

Simon Trumel, engenheiro robótico responsável pelo robô dançarino, diz que o desafio está em criar os movimentos humanos.

“Estamos a tentar construir um robô tão bom quanto o corpo humano. O nosso corpo, de uma perspectiva robótica, é suave, forte, ágil, dinâmico, auto-reparador, estamos a tentar imitar os nossos músculos e a estrutura corporal”, disse.

Drone Taxi

Talvez seja este o futuro das grandes cidades, pelo menos é o que queremos criadores deste robô, fazer do céu uma "fuga" ao trânsito.