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Investigação às ligações entre Trump e Rússia está concluída

Investigação às ligações entre Trump e Rússia está concluída
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A investigação Mueller chegou ao fim.

Quase dois anos depois do arranque, o procurador especial norte-americano Robert Mueller entregou o relatório sobre as suspeitas de conspiração entre a campanha presidencial de Donald Trump e a Rússia, em 2016.

O caso, que tem ensombrado a administração Trump quase desde o início do mandato, resultou já em acusações a 34 pessoas, entre as quais diversos elementos próximos do presidente.

A 'pergunta do milhão de dólares' é se a investigação vai indiciar Donald Trump ou ilibar em definitivo o republicano. O documento está agora nas mãos do procurador geral William Barr, que espera enviar ainda neste fim de semana as principais conclusões do relatório ao Congresso.William Barr não está obrigado a divulgar publicamente a investigação.

No entanto, comprometeu-se a agir com o máximo de transparência possível e está sob pressão política de Democratas e republicanos para avançar com a divulgação.

Desconhece-se ainda se a Casa Branca vai ter acesso prioritário ao relatório Mueller. Donald Trump pode legalmente pedir o documento do que sempre chamou de caça às bruxas, mas o Partido Democrata exigiu independência.

O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, veio dizer que o Procurador Geral Barr não deve conceder ao presidente Trump, aos respetivos advogados ou ao seu staff qualquer leitura em primeira mão das diligências do procurador especial Muller.

Mesmo que não haja provas de ilegalidades cometidas por Trump, a investigação pode apontar o foco para obstrução à justiça, algo que o presidente já veio negar também.

Donald Trump afirmou repetidamente nos últimos dois anos que "não houve conspiração nem obstrução". O presidente disse que ganhou a corrida presidencial porque "era melhor candidato do que Hillary Clinton e que isso nada teve a ver com a Rússia".

Sobre a investigação de Mueller paira a incerteza de pistas para um eventual processo de destituição de Donald Trump, pelo que os próximos dias podem ser decisivos para o futuro da Casa Branca.