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Beira tenta reerguer-se antes do "ataque" das doenças

Membros da Unidade de Resposta a desastres do Quénia em Moçambique
Membros da Unidade de Resposta a desastres do Quénia em Moçambique -
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REUTERS/Mike Hutchings
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Quase duas semanas após a trágica chegada do ciclone Idai, Moçambique tenta reerguer-se dentro do possível.

Os habitantes da Beira, a cidade mais afetada pela intempérie, estão já a tentar reconstruir as casas arrasadas pelos fortes ventos do Idai. O município autorizou mesmo as obras sem necessidade de licença prévia.

Mas num país pobre como Moçambique, os recursos são escassos, como nos conta Vasco Joaquim, um dos sobreviventes do ciclone.

"Não estou bem porque isto calhou num momento em que no tenho dinheiro. Nem para fazer isto (recuperar a casa) pude recorrer ao banco. Não posso recorrer mais ao banco porque já tenho um valor (de empréstimo) muito alto", afirmou este moçambicano.

Entretanto, Portugal tem sido um dos países mais ativos na ajuda a Moçambique.

A partilha da língua é uma vantagem para os militares portugueses mobilizados na província da Beira, em operações de socorro ao longo do rio Búzi.

O número de cidadãos portugueses ainda por contactar foi revisto esta terça-feira de 30 para apenas sete, mas no geral há ainda muita gente incontactável.

O balanço de vítimas oficial indica mais de 760 mortos, juntando também o Zimbabué e o Malawi. Só em Moçambique são 447 mortos.

Estima-se, porém, que a tragédia se venha a agravar quando as águas baixarem na região e também com a ameaça de doenças como a cólera ou a malária já a pairar sobre as áreas afetadas.

A ajuda não para de chegar a Moçambique, mas ainda em quantidade insuficiente. As Nações Unidas reviram para 281 milhões de dólares o financiamento necessário só para os próximos três meses de ajuda.

O secretário-geral António Guterres fala em mais de 1,8 milhão pessoas a precisar de assistência e apelou à comunidade internacional para reforçar o financiamento no combate àquela que descreveu como uma das maiores tragédias ambientais jamais ocorridas em África.