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A história da primeira realizadora de cinema

A história da primeira realizadora de cinema
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Em 1895 Alice Guy-Blaché foi convidada para assistir à apresentação surpresa do filme: “A Saída dos Operários da Fábrica Lumière”. E foi a partir daí que decidiu contar histórias através do cinema. Realizou ou produziu mais de mil filmes mas desapareceu da história da sétima arte.

Para Pamela B. Green, realizadora do documentário, é preciso contar as histórias das mulheres que marcaram o mundo do cinema.

"É preciso olhar para o que está a acontecer em Hollywood, como o desafio dos quatro por cento e a falta de realizadoras. Elas estão lá. Só precisam de ter mais oportunidades. Penso que são precisas mais histórias como esta - como a de Alice Guy-Blaché: a Mãe do Cinema. Quanto mais documentamos, mais gravamos e mostramos mulheres que estiveram lá desde o início, mais promovemos a igualdade e podemos acabar com a diferença de género. Essa é a minha esperança".

Guy-Blaché tornou-se numa das mais inovadoras e experimentais realizadoras de cinema. Inovou nas técnicas, desde a montagem até os efeitos especiais pelos quais tinha especial apreço.

O documentário sobre a primeira realizadora de cinema foi realizado, produzido e escrito por uma mulher e narrado por Jodie Foster:

"Muitas pessoas fazem a pergunta: O que temos de fazer para conseguir que as mulheres realizem os blockbusters e façam os grandes sucessos de bilheteira? Não sei se me importo muito com isso. O que eu quero é que as mulheres façam o trabalho de que gostam, que façam o trabalho que move a indústria, que move o ofício e nos move artisticamente".

Um dos principais objetivos do filme é chegar ao grande público. Até aqui, a história de Alice Guy-Blaché estava praticamente reduzida ao mundo académico.

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