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Milhares de pessoas afetadas com a passagem do Kenneth

Milhares de pessoas afetadas com a passagem do Kenneth
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Sobe para 41 o número de vítimas mortais na sequência da passagem do Kenneth, o segundo ciclone a atingir o país, em pouco mais de um mês.

Os helicópteros esperavam há dias por uma aberta para intervir na Ilha do Ibo, uma região isolada do arquipélago de Quirimbas, no extremo norte de Moçambique, onde o desastre natural atingiu 15 mil pessoas.

O primeiro-ministro moçambicano, Carlos Agostinho do Rosário, tinha já admitido, na manhã de terça-feira, que o número de mortos, então nos 38, poderia aumentar.

"Tanto o número de pessoas afetadas [cerca de 166.000] como de mortos podem ser um pouco superiores", referiu hoje o governante em conferência de imprensa, em Pemba, após uma visita de três dias à província de Cabo Delgado.

No total, com prejuízos ainda por avaliar, o governo moçambicano fala em 31 mil hectares devastados e mais 35 mil famílias afetadas na sequência deste ciclone.

"Nós precisamos de fazer um pouco mais de trabalho para chegar onde devemos chegar. Não conseguimos chegar a locais recônditos de Macomia", distrito que conta já com cerca de 90 mil pessoas afetadas.

"Deve haver mais problemas" naquele distrito, acrescentou Carlos Agostinho do Rosário.

Reuters
Região de PembaReuters

Carlos Agostinho do Rosário garantiu hoje que as autoridades têm alimentos para distribuir para mais de 168 mil pessoas durante os próximos 15 dias e que as maiores dificuldades são de falta de acessibilidades para os distritos mais afetados (Macomia, Quissanga e Ibo).

Apesar de haver previsões de continuação de chuvas fortes até final da semana, nos locais que tinham registado cheias repentinas no domingo, em Pemba e nas imediações, a água já havia hoje recuado, apesar de permanecerem algumas zonas alagadas.

Em março, o Idai tinha já feito mais de 900 mortos em Moçambique, no Malawi e no Zimbabué.

Estima-se que agora os níveis da chuva atinjam o dobro dos do ciclone Idai.