Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Cidadãos incentivados pela União Europeia a produzirem energia

Cidadãos incentivados pela União Europeia a produzirem energia
Direitos de autor
REUTERS/Valerie Volcovici/File Photo
Tamanho do texto Aa Aa

O município rural belga de Oud-Heverlee sofre amiúde com cortes de energia, mas a vida está a mudar para alguns habitantes que participam num projeto-piloto para criar uma comunidade de energia.

Além de melhor abastecimento, querem usar menos energia produzida com combustíveis fosseis, que contribuem para as alterações climáticas.

Leen Peeters está a testar em sua casa várias tecnologias para produzir, armazenar e partilhar energia de fontes renováveis.

"Máquinas de lavar roupa e de lavar louça têm baixo consumo energético e não devemos preocuparmo-nos muito com isso. Devemos usar a energia renovável para sistemas de cargas maiores tais como aquecimento central, abastecimento de carros elétricos, aquecimento das piscinas, isso sim, muito importante", explicou, à euronews, a engenheira e empreendedora que criou o centro de estudos Th!nk E.

REUTERS/Wolfgang Rattay

Várias soluções tecnológicas

As casas estão equipadas com painéis solares, células de combustível, baterias e outros sistemas, combinados com o tradicional gás e eletricidade da rede. O objetivo é reduzir o consumo em 25% para o aquecimento e em 60% para o restante uso da eletricidade.

Além de consumir e armazenar excedente, o objetivo passa, também, por vender energia à rede nacional, atualmente controlada, em exclusivo, por empresas licenciadas.

A conselheira jurídica Hilde Derde está a estudar as implicações legais: "Nós seremos produtores, distribuidores, faremos intercâmbios. Temos de ver como fazê-lo sem violar as leis, como por exemplo a de que se deve pagar uma taxa para se poder colocar energia na rede para depois ser consumida por outras pessoas".

A comunidade integra o consórcio MUSE GRIDS, financiado em 7,4 milhões de euros eplo programa Horizonte 2020 da União Europeia e por fontes privadas.

Os testes serão realizados até 2022, incluindo noutros países: Itália, Espanha, Israel e Índia.

Propulsor da transição energética

O potencial em termos de investigação e de parcerias com governos, indústria e investidores esteve em debate numa conferência, a semana passada, em Bruxelas.

O pacote Energia Limpa para Todos os Europeus, da Comissão Europeia, deu base legal às comunidades energéticas, no final de 2018, e tem de ser adotado pelos 28 países até meados de 2021.

"Esperamos que este conceito também seja adotado pelos Estados-membros que até agora não têm uma forte tradição ou menso nenhuma experiência neste domínio. Entre os muitos benefícios que as comunidades de energia podem oferecer está o aumento do interesse pública pelas energias renováveis e a captação de capital privado para investir na transição energética", disse Jan Steinkohl, assessor para política de energia removável na Direção-Geral de Energia da Comissão Europeia.

Várias organizações ambientalistas europeias encomendaram um estudo a uma consultora, que prevê um futuro brilhante para este conceito.

Segundo a CE Delft, metade dos 500 milhões de cidadãos comunitários poderão vir a produzir a sua própria eletricidade renovável até 2050, o que representaria 45% das necessidades na União.