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Eleições locais agravam crise institucional na Albânia

Eleições locais agravam crise institucional na Albânia
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A Albânia prepara-se para as eleições locais. Resta aos albaneses saber quando.

Depois de milhares de pessoas terem saído às ruas, em fevereiro para exigir a renúncia do primeiro-ministro, a oposição continua a acusar Edi Rama de fraude eleitoral e ligações ao crime organizado.

Como resultado, os partidos contra o governo recusam-se a participar nas eleições convocadas para 30 de junho, enquanto Rama se mantiver na corrida.

Agravando ainda mais a crise institucional, o presidente da Albânia decidiu adiar a ida às urnas. Ilir Meta alega que o sufrágio não pode acontecer sem oposição e sugere 13 de outubro como nova data. Um intervalo de dois meses e meio que, de acordo com o presidente, poderá dar espaço ao diálogo

No entanto, a Comissão Eleitoral Central e o Colégio Eleitoral contestaram a decisão do chefe de Estado e mantêm as eleições para este domingo.

O atual primeiro-ministro prossegue assim sozinho com a campanha eleitoral. Para o também líder do Partido Socialista (PSSh), a decisão do presidente é "nula" e demonstra estar a liderar a oposição. Uma acusação que ganha força tendo em conta que o chefe de Estado é casado com Monika Kryemadhi, a atual líder do Movimento socialista para a integração, na oposição ao governo

Com o boicote dos opositores, apenas algumas pequenas novas forças políticas, para além do partido no poder, vão apresentar-se a escrutínio, este domingo.

Feitas as contas, o PSSh vai a votos sem oposição em 31 dos 61 municípios.

Numa altura em que a Albânia espera poder integrar a União Europeia, o clima de incerteza não agrada à comunidade internacional, tendo já diversos Estados-Membros manifestado-se contra a adesão.