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Boris Johnson quer nova "Era Dourada" no Reino Unido

Boris Johnson no parlamento britânico
Boris Johnson no parlamento britânico Direitos de autor Reuters TV
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De  Ricardo Borges de Carvalho com Reuters
Publicado a Últimas notícias
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No primeiro discurso na Câmara dos Comuns, o primeiro-ministro britânico revelou que não haverá nenhum comissário britânico na futura Comissão Europeia e que o Brexit vai mesmo acontecer até 31 de outubro

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Pela primeira vez, Boris Johnson discursou na Câmara dos Comuns enquanto primeiro-ministro.

Prometeu a ambição de iniciar uma nova era dourada no Reino Unido, de o transformar no melhor país para se viver até 2050, mas a prioridade, para já, é resolver o assunto Brexit.

"Vamos lançar-nos nessas negociações com a maior energia, determinação e espírito de amizade. Espero que a União Europeia esteja igualmente pronta e que repense a sua recusa em fazer qualquer alteração ao Acordo de Retirada. Se não, teremos naturalmente que sair sem um acordo nos termos do artigo 50."

Johnson revelou que não haverá qualquer comissário britânico na futura Comissão liderada por Ursula Von der Leyen e pede a todos os que vivem no Reino Unido para que encarem esta nova era com otimismo.

"Também quero repetir de forma inequívoca a nossa garantia aos 3 milhões e 200 mil cidadãos da União Europeia que agora vivem e trabalham entre nós. Agradeço-lhes o seu contributo para a nossa sociedade e a sua paciência, e posso assegurar-lhes que, sob este governo, terão a certeza absoluta do direito de viver e permanecer aqui. Quero terminar também deixando claro o meu compromisso absoluto com a data de 31 de outubro para a nossa saída."

O líder da oposição mostrou-se cético em relação às palavras de Boris Johnson, nomeadamente em relação ao Brexit. Jeremy Corbyn lembrou ao primeiro-ministro as consequências de uma saída sem acordo.

"Se o primeiro-ministro insistir num imprudente "não acordo", ele aceita que estará a desrespeitar diretamente a vontade expressa deste parlamento. A indústria, os negócios e os sindicatos têm sido absolutamente claros sobre a ameaça que isso representa. Nenhum acordo significa ficar sem ferro, sem indústria automóvel, o aumento drástico dos preços dos alimentos e enormes perdas de emprego."

Boris Johnson regressou a Downing Street depois de um primeiro debate aceso na Câmara dos Comuns em que respondeu a um total de 129 perguntas de todos os partidos.

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