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Bruxelas aguarda por governo moderado em Roma

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Um acordo entre o Movimento 5 Estrelas e o Partido Democrático em Itália poderia ajudar a desanuviar a tensão com as instituições da União Europeia, que foi subindo de tom com o governo populista liderado pelo tecnocrata Giuseppe Conte.

Um executivo italiano mais moderado poderia nomear uma personalidade moderada para o executivo comunitário, segundo Michele Nicoletti, professor de Filosofia Política na Universidade de Trento: "A Itália poderia voltar a desempenhar um papel relevante nas políticas internas europeias, nomeadamente, poderia obter uma pasta mais relevante na nova Comissão Europeia".

O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior, Matteo Salvini, teve um grande papel nessa tensão, por causa das políticas de migração, recusando o desembarque de pessoas resgatadas no mar Mediterrâneo.

Outro ponto de discórdia foi orçamento italiano, muito despesista, que Bruxelas obrigou a alterar sob ameaça de sanções.

Lição sobre populismo?

Michele Nicoletti alerta que os populistas tentam responder ao descontentamento do eleitorado com promessas ambiciosas, mas chegados ao poder não conseguem colocar em prática soluções políticas e financeiras adequadas.

"A atual crise prova essa teoria. Salvini decidiu criar esta crise política porque não queria assumir a responsabilidade de fazer uma lei de orçamento séria e responsável como exige a Europa. Esta deveria ser uma lição muito importante para as opiniões públicas italiana e europeia", explicou o professor.

O apoio à eleição de Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia por parte do vice-primeiro-ministro eleito pelo Movimento 5 Estrelas, Luigi de Maio, foi um dos fatores de rotura com Matteo Salvini, que queria manter um tom desafiante face a Bruxelas.