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"Um escândalo constitucional" e outras reações a Johnson

"Um escândalo constitucional" e outras reações a Johnson
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De  Euronews
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Uma chuva de críticas - foi o que aconteceu perante a posição de Boris Johnson. Fala-se em ataque à democracia e há quem queira ver a Rainha a pronunciar-se.

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Não se pode dizer que sejam uma surpresa as acaloradas reações à posição de Boris Johnson, que gerou uma vaga de protestos em Londres. Comecemos pelo líder dos Trabalhistas, Jeremy Corbyn: "O que o primeiro-ministro está a fazer é tomar de assalto a nossa democracia, para forçar uma saída sem acordo da União Europeia". "Do que é que ele tem tanto medo para ter de suspender o parlamento e os debates?", questionou Corbyn.

Do lado dos liberais-democratas, a líder Jo Swinson apontou no Twitter que a suspensão é uma medida "perigosa e inaceitável", que "remove a voz do povo" de toda a equação Brexit.

Para a primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, este ficará na História como "um dos dias mais sombrios da democracia britânica".

Protesto anti-Brexit em frente ao parlamento britânico no dia em que Johnson pediu a suspensão

O ex-ministro das Finanças Philip Hammond considera a medida "profundamente antidemocrática" e "um escândalo constitucional", a mesma expressão utilizada pelo presidente da Câmara dos Comuns.

John Bercow acrescentou à BBC que suspender o parlamento nesta altura "bloqueia os debates sobre o Brexit" e impede que os deputados "possam definir o percurso do país".

O chamado "conservador rebelde" Dominic Grieve garante que vai trabalhar contrarrelógio para apresentar uma proposta de acordo com Bruxelas a tempo da prevista reabertura do parlamento, no dia 3 de setembro. Recorde-se que o plano de Johnson é interromper a atividade escassos dias depois.

É da Irlanda do Norte, ponto fulcral de divergências neste processo, que surgem palavras de apoio a Johnson. O Partido Unionista Democrático salienta que concorda com o primeiro-ministro.

E o que tem Bruxelas a dizer sobre tudo isto? "Não vamos comentar os procedimentos políticos internos dos nossos Estados-membros. E também não vamos especular sobre o impacto que isto poderá ter nas próximas etapas. É o Reino Unido que deve responder a isso", disse Mina Andreeva, porta-voz da Comissão Europeia.

Multiplicam-se os apelos para acionar a figura do humble address, um mecanismo ao dispor da oposição para solicitar à Rainha que venha pronunciar-se diretamente sobre o assunto.

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