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A tensão cresce em Hong Kong: Milhares de pessoas nas ruas

A tensão cresce em Hong Kong: Milhares de pessoas nas ruas
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É mais um fim de semana de alta tensão em Hong Kong. Milhares de pessoas voltam a desfilar nas ruas da cidade, num momento em que a intimidação aos manifestantes sobe de tom.

A manifestação no centro da cidade foi proibida. Os manifestantes juntaram-se a uma marcha cristã, em Wanchai, alegando que em Hong Kong há liberdade religiosa e caminharam até à zona onde se encontram as instalações do governo local; outros dirigiram-se à zona comercial de Causeway Bay, num novo mar de guarda-chuvas a inundar as ruas da antiga colónia britânica este sábado.

A polícia voltou a usar canhões de água e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, que não arredam pé.

O protesto dura há três meses. A tensão cresce. Esta semana vários ativistas pró-democracia e deputados foram detidos, outros estão a ser ameaçados. Num comunicado, a polícia informou que um agente fora de serviço foi apunhalado na sexta-feira à noite por três indivíduos encapuçados.

A aplicação de mensagens criptadas, Telegram, anunciou que vai permitir aos utilizadores de Hong Kong camuflar os números de telefone, para proteger as identidades dos manifestantes que utilizam a app para comunicarem entre si. O objetivo, dizem os responsáveis, é evitar que as autoridades identifiquem os manifestantes e "contribuir para baixar a tensão".

O dispositivo entra em funcionamento nos próximos dias. Pequim ainda não reagiu a esta informação.

O mundo interroga-se sobre a forma como a China vai lidar com a insurreição em Hong Kong. O tempo urge à medida que se aproxima a celebração do dia da República Popular da China, a festa nacional, que se assinala a 1 de outubro.

Pequim continua a falar de influência externa nesta onda de protestos e acusa nomeadamente os Estados Unidos da América (EUA) a Grã-Bretanha, antiga potência colonizadora, que devolveu o território em 1997, com um acordo de transição de cinco décadas.

Há cinco anos que os cidadãos de Hong Kong sentem a redução das reformas pró-democráticas imposta pela China. A gota de água foi a lei que autorizava extradições de Hong Kong para a China continental.