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Mulheres na Tunísia sentem-se excluídas da política

Mulheres na Tunísia sentem-se excluídas da política
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A Tunísia está em campanha para escolher o futuro chefe de Estado.

As terceiras eleições livres desde 2011 estão agendadas para 15 de setembro. 26 candidatos perfilam-se para suceder a Beji Caid Essebsi, depois de a morte do presidente ter levado o país a eleições antecipadas.

Entre as mais de duas dezenas de políticos a votos, apenas duas mulheres.

Selma Elloumi, antiga ministra do turismo, e Abir Moussi, apoiante e membro do governo de Ben Ali, deposto na sequência dos protestos de 2010 a 2011.

Para quem depositou esperança numa transição democrática com a revolução, a Primavera Árabe nunca chegou a deixar florescer a igualdade entre géneros.

Zyna Mejri é uma ativista tunisina e questiona-se sobre a atribuição de papéis, tendo em conta o panorama político do país.

"Quantos governos já tivemos? Seis? Sete? E quantas ministras houve? Não mais de 15. No atual governo estão três, apesar de serem mais de 30 ministros. E se contarmos com os secretários de estado, que são 40, só há cinco mulheres entre eles. É de lamentar que o número de mulheres não ultrapasse os 10%".

A Tunísia é vista como um dos países pioneiros na defesa dos direitos das mulheres no mundo árabe, depois de em 1956 ter abolido práticas como a poligamia ou o repúdio.

No entanto, as questões económicas e de segurança dominam as preocupações políticas atuais.

Estima-se que a abstenção entre as mulheres seja elevada. Da Tunísia progressista pouco promete levar as eleitoras às urnas, quando no dia-a-dia sentem que uma sociedade conservadora as afasta do poder de decisão.