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Supremo analisa suspensão do Parlamento britânico

Supremo analisa suspensão do Parlamento britânico
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O Supremo Tribunal britânico começou esta terça-feira a analisar os recursos judiciais contra a suspensão do Parlamento. Um deles foi interposto pela ativista anti-Brexit, Gina Miller; outro por 78 deputados pró-europeus, liderados por Joana Cherry, do Partido Nacionalista Escocês.

"Nenhum primeiro-ministro abusou dos seus poderes da maneira que alegamos, pelo menos nos últimos 50 anos", disse David Pannick, advogado de Gina Miller.

O primeiro dia foi dedicado às apresentações dos advogados dos queixosos. A defesa do Governo britânico vai responder na quarta-feira.

"Se este tribunal considerar que o conselho do primeiro-ministro foi ilegal, o primeiro-ministro vai dar todos os passos necessários para cumprir com qualquer declaração feita pelo tribunal", garantiu Richard Keen, advogado do Governo britânico.

Johnson suspendeu o Parlamento durante cinco semanas, depois de os deputados terem aprovado uma lei que exigia que o primeiro-ministro solicitasse a Bruxelas uma prorrogação do prazo de saída, caso o acordo não fosse alcançado até então.

"O Tribunal vai analisar os recursos durante mais dois dias e depois deve haver uma sentença no início da próxima semana. Se o primeiro-ministro perder, como aconteceu no tribunal escocês na semana passada, isso pode significar que os deputados forcem a reabertura do Parlamento antes de 14 de outubro. O verdadeiro momento-chave será quando o antigo primeiro-ministro John Mayor vier a tribunal na quarta-feira prestar declarações. Um antigo primeiro-ministro do Partido Conservador a opor-se ao atual, num assunto que divide o partido há décadas", realça o correspondente da Euronews em Londres, Vincent McAviney.