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Setor turístico de Creta receia perder mais de 80 milhões de euros

Setor turístico de Creta receia perder mais de 80 milhões de euros
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A Grécia é um dos destinos turísticos mais afetados pela falência da Thomas Cook. Dos cerca de 600 mil turistas em viagem afetados pelo colapso da empresa britânica, cerca de 50 estavam no país helénico.

Entre os hotéis com pagamentos pendentes há medo. Só na ilha de Creta, a Thomas Cook tem dívidas por saldar de mais de €80 milhões.

Nikos Chalkiadakis tem a receber da empresa britânica mais de €600 mil. Foi com apreensão que este dono de um hotel acompanhou o desenrolar das últimas negociações para salvar um dos mais antigos operadores turísticos do mundo.

"Ficámos abismados a ouvir que o governo britânico ia deixar este gigante falir. Nos últimos dias, tentámos perceber o que se passava. Estávamos preocupados. A notícia chegou-nos às duas horas da manhã de segunda-feira. Foi quando recebemos as primeiras mensagens a dizer que as tentativas de salvar a empresa tinham falhado", recordou Nikos Chalkiadakis à Euronews.

Ainda com clima de verão, Creta tinha até final de novembro mais de 50 mil reservas provenientes da Thomas Cook. Foi tudo cancelado.

Sem esse esperado rendimento, o desespero começa a fazer-se sentir entre centenas de pequenos e médios negócios hoteleiros da ilha.

"Estas não são de todo boas notícias", assume Manolis Paterakis, dono de uma loja de turismo, destacando a Thomas Cook como "um tradicional grande operador que representava um vasto número de turistas para a Creta". "Esta falência vai certamente afetar não só Creta, mas toda a Grécia", avisa.

Vassilis Girbatsiotis tem um bar na ilha e reforça os receios de Manolis Paterakis: "Vai ser mau para nós. Muitos turistas vão deixar de vir agora. Estávamos à espera de mais alguns milhares. Os cancelamentos vão ser um problema."

A Thomas Cook detém mais de 40 hotéis e quase um milhar de funcionários na Grécia. O colapso da empresa britânica ameaça ser mais um pesado desafio para um país ainda a tentar reerguer-se da crise.

A correspondente da Euronews em Atenas, Symela Touchtidou, deslocou-se a Creta para perceber o impacto que a falência da Thomas Cook poderá ter na economia grega e pode agora constatar que "para muitas ilhas gregas, como Creta, o vazio provocado pela falência Thomas Cook será muito difícil de preencher".

"Empresários do turismo admitem ser este um enorme rombo no setor. Não apenas este ano, mas também para os próximos", alerta.