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Crise dos opiáceos: Acordo histórico de mais de 200 milhões de euros

Crise dos opiáceos: Acordo histórico de mais de 200 milhões de euros
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REUTERS/George Frey
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Nos EUA, três das principais distribuidoras de medicamentos do país e uma farmacêutica pagarão cerca de 233 milhões de euros (260 milhões de dólares) a dois condados (Cuyahoga e Summit) do Estado norte-americano do Ohio. Em causa está a crise gerada com a venda de opiáceos que terão provocado dependência e a morte de milhares de pessoas.

O acordo foi alcançado esta segunda-feira, uma hora antes do primeiro julgamento federal por causa da crise, em Cleveland. O entendimento só resolve os casos dos condados de Cuyahoga e Summit.

"Sofremos durante anos com esta crise. Tem sido devastador para a população e as nossas comunidades. Este acordo ajuda-nos a mitigar o estrago provocado. Mas ainda há um longo caminho a percorrer. Vamos continuar a trabalhar nesse sentido", sublinhou Armond Budish, responsável pelo condado de Cuyahoga.

Apesar deste acordo ainda estão pendentes cerca de 2500 processos interpostos.

"Há dinheiro suficiente para resolver este problema? Não. Será preciso um esforço da sociedade. Este vai ser um problema de Estado. Mas estamos a tentar conseguir a ajuda necessária para começar", acrescentou Joe Rice, o advogado das vítimas.

Entre 1999 e 2017, a crise dos opiáceos matou mais de 702 mil pessoas nos EUA. O acordo afeta as distribuidoras de medicamentos AmerisourceBergen, Cardinal Health e McKesson Corp e a farmacêutica israelita de medicamentos genéricos Teva. A cadeia de farmácias Walgreens absteve-se do pacto.

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