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Défice na população está a preocupar Vladimir Putin

Há cada vez mais funerais e menos crianças nos registos demográficos russos
Há cada vez mais funerais e menos crianças nos registos demográficos russos   -  
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ASSOCIATED PRESS/ Dmitri Lovetsky - Dmitri Lovetsky
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A população na Rússia está em declínio e pode sofrer este ano o maior défice entre óbitos e nascimentos desde 2008.

Dados revelados pelo instituto russo de estatística, o Rosstat, indica que os óbitos no país ultrapassaram o número de nascimentos nos primeiros nove meses deste ano 259.600 registos.

Há onze anos, esse desnível foi de 362 mil registos.

De acordo com dados recolhidos entre janeiro e setembro deste ano pelo Rosstat, a Rússia tem agora 146,7 milhões de habitantes, mas esse número continua a diminuir numa tendência já do ano passado após a chegada de emigrantes ao país ter começado a cair.

As autoridades russas tentam ainda assim mostrar-se otimistas e estimam que a população russa irá recomeçar a aumentar a partir de 2023.

O próprio presidente Vladimir Puttin prometeu no ano passado investir quase oito mil milhões de euros em apoios ao crédito à habitação e às famílias para incentivar a natalidade.

Atrair mais estrangeiros falantes de russo é outro dos projetos do Kremlin, que se mostra desconfortável perante o atual défice demográfico.

O primeiro-ministro Dmitri Medvedev aprovou na semana passada um decreto para a realização em 2020 do mais completo levantamento da população russa.

Este estudo, o primeiro a ser realizado de forma digital, tem o objetivo de "não perder uma só pessoa" mesmo nas regiões mais remotas do país.

"O resultado deve aumentar a eficiência das decisões políticas e de administração do governo, a começar na economia e passando pelas questões sociais", afirmou o chefe de Governo, numa reunião com o executivo.

O diretor da Rosstat, Pavel Malkov, garantiu que "a proteção dos dados da população contidos nos formulários do Census" foi tida em particular atenção.

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