Morreu a atriz e cantora Anna Karina (1940 - 2019)

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De  Francisco Marques  com France Press
Anna Karina morreu este sábado em Paris vítima de cancro
Anna Karina morreu este sábado em Paris vítima de cancro   -   Direitos de autor  LOIC VENANCE / AFP

Morreu Anna Karina, uma das musas da sétima arte francesa.

De acordo com o agente da atriz e cantora, a dinamarquesa morreu sábado num hospital de Paris, vítima de cancro, tendo ao lado o marido, o realizador americano Dennis Berry.

No comunicado enviado à agência France Press, o agente Laurent Balandras descreveu Karina como "uma artista livre e única".

Para Franck Riester, "o cinema francês está orfão". "Perdeu uma das suas lendas", lê-se no Twitter do ministro da Cultura de França, onde a artista chegou aos 18 anos pela mão de Coco Chanel para fugir de uma me ausente e um pai agressivo.

O nome de baptismo Hanne Karin Bayer não cativou a famosa estilista de moda francesa, responsável pelo baptismo artístico enquanto Anna Karina.

O impacto foi quase imediato e Jean-Luc Godard apaixonou-se. Anna Karina tornou-se num símbolo da "Nouvelle Vague" nos anos 60 do século XX.

Foi casada com Jean Luc Godard entre 1961 e 1967. Destacou-se também na música através da colaboração com Serge Gainsbourg. No ano passado, figurou no cartaz oficial do Festival de Cinema de Cannes, numa imagem e que surge ao lado de Jean Paul Belmondo.

Homenageada este ano pelo IndieLisboa num ciclo especial na Cinemateca portuguesa, a artista viu-se obrigada a cancelar a presença em Portugal por motivos de saúde.

A 04 de outubro esteve pela última vez presente numa homenagem que lhe foi dedicada pela Cinemateca de Grenoble, em França.

Anna Karina tinha 79 anos. Para a história, de acordo com a página especializada em cinema IMDB, deixa 83 presenças enquanto atriz. A primeira, numa curta metragem dinamarquesa de 1959 intitulada "Pigen og skoene", ainda enquanto Hanne Karin Blarke.

A última interpretação chegou ao ecrã em 2008, com o filme "Victoria", que também escreveu e realizou.

Foi nomeada cinco vezes para prémios do cinema, destacando-se o triunfo como melhor atriz em 1961, pelo trabalho ao lado de Jean-Paul Belmondo no filme "Uma Mulher é uma Mulher", de Jean-Luc Godard.