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Suspeita de conspirações entre Nicolás Maduro e Juan Guaidó

Maduro denuncia conspiração, mas poderá estar também a conspirar contra Guaidó
Maduro denuncia conspiração, mas poderá estar também a conspirar contra Guaidó   -  
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YURI CORTEZ / AFP
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou o diplomata dos Estados Unidos James Story de orquestrar dois ataques contra o exército venezuelano.

Num discurso perante a Assembleia Constituinte, que ele próprio criou em 2017 para contornar a Assembleia Nacional, o chefe do Estado e do Governo alega que a conspiração incluía Yanet Fermin e Fernando Orozco, dois deputados venezuelanos, mas o líder da operação seria o atual responsável pela embaixada virtual americana na Venezuela.

"'Jimmy story', o antigo responsável da Embaixada norte-americana na Venezuela, está agora em Bogotá, enviado pelo Departamento de Estado [dos EUA]. Ele ainda toma conta da embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, mas a partir de Bogotá. É ele o responsável pela conspiração contra a Venezuela. 'Jimmy Story',", repetiu Maduro.

O Presidente da Venezuela decretou ordem de prisão para todos os supostos envolvidos no que apelidou como "operação terrorista", incluindo líderes da oposição sem contudo precisar se Juan Guaidó ou Leopoldo López fazem parte dos mandados de captura.

O presidente da Assembleia Nacional estará, entretanto, também ele a ser alvo de uma conspiração por parte de Nicolás Maduros para o retirar da liderança do parlamento, uma função que lhe permitiu declarar-se presidente interino do país em janeiro na sequência da crise económica e política no país.

Numa entrevista publicada sexta-feira pelo canal de televisão digital venezuelano VPI TV, Elliott Abrams, representante do departamento de Estado americano para a Venezuela, reiterou as suspeitas de que o presidente Maduro estará a tentar subornar cada um dos deputados com meio milhão de dólares para que a 05 de janeiro votem contra Guaidó nas eleições para o parlamento.

Na mesma entrevista, Elliot Abrams sublinhou o apoio a 100 por cento de Washington a Guaidó e não descartou uma eventual intervenção militar americana na Venezuela.

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