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Segundo dia de ataque à embaixada dos EUA no Iraque

Segundo dia de ataque à embaixada dos EUA no Iraque
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Pelo segundo dia consecutivo, a embaixada dos Estados Unidos, em Bagdade, foi atacada por dezenas de apoiantes das milícias iranianas no Iraque. As tropas americanas usaram gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes, que atiraram pedras aos edifícios.

Uma unidade de fuzileiros americanos chegou a Bagdade durante a noite para reforçar a segurança.

Washington anunciou o envio, nos próximos dias, de 750 soldados da força aérea para o Médio Oriente, que deverão ficar estacionados no Kwait.

Donald Trump culpou o Irão pelo ataque à embaixada; Teerão nega qualquer envolvimento.

O ataque à embaixada foi a reação ao raide aéreo das tropas norte-americanas, no domingo, que matou 25 combatentes numa base de milicianos apoiados pelo Irão.

Guerra de influência

É a escalada no medir de forças entre os Estados Unidos e o Irão, que lutam pela influência no Iraque desde a invasão liderada pelos Estados Unidos em 2003, que derrubou Saddam Hussein.

O Irão mantém laços estreitos com a maioria xiita do Iraque e ajudou a mobilizar dezenas de milhares de milicianos, principalmente xiitas, para combater o grupo Estado Islâmico (EI) quando os jihadistas invadiram o norte e o oeste do Iraque em 2014.

Na campanha contra os extremistas, os EUA e o Irão forneceram ajuda vital às forças iraquianas, que acabaram por declarar a vitória em dezembro de 2017.

Presença iraniana no Iraque

A influência política das milícias pró-iranianas no Iraque aumentou nos últimos anos; os seus aliados dominam o parlamento e o governo, que têm sido alvo de protestos há vários meses.

Os manifestantes antigovernamentais atacaram as missões diplomáticas iranianas e as sedes locais dos partidos afiliados às milícias em todo o sul do Iraque e montaram um grande campo de protesto no centro de Bagdade.

Durante semanas, os manifestantes antigoverno têm tentado entrar na Zona Verde que abriga o governo e a embaixada dos EUA, mas foram espancados pelas forças de segurança. Centenas de manifestantes foram mortos nestes confrontos.

Os milicianos e seus apoiantes, no entanto, conseguiram entrar rapida e massivamente na Zona Verde, frente à embaixada, com pouca ou nenhuma resistência das autoridades.

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