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Mustafa Barghouti: "Este é um plano israelita num envelope americano"

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Mustafa Barghouti: "Este é um plano israelita num envelope americano"
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"Mil nãos", é a resposta do líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, ao plano de paz apresentado esta terça-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu.

Em entrevista exclusiva à Euronews, também o líder do partido Iniciativa Nacional Palestiniana (INP) criticou a proposta americana para a disputa israelo-palestiniana.

Na verdade, este não é um plano para a paz. É um plano para matar a possibilidade de paz baseada na 'solução de dois estados'. É um plano para substituir a ideia de um Estado Palestiniano livre por nada mais do que um aglomerado de guetos num sistema de 'apartheid' muito pior do que aquele que existiu na África do Sul. Esse é o problema. Para além do facto de que isto é praticamente um plano israelita, não é um plano americano. Foi preparado pelo senhor Netanyahu num envelope americano
Mustafa Barghouti
Secretário-geral da Iniciativa Nacional Palestiniana

Perguntámos pelo impacto nas posições políticas palestinianas que este plano de Donald Trump pode ter for mesmo para a frente e Mustafa Barghouiti antecipa uma só opção.

"Se Israel matar a solução de dois estados, debatida na comunidade internacional há mais de 30 anos, nós, palestinianos, temos apenas uma opção: lutar por um estado democrático com direitos iguais para todos, palestinianos e israelitas. Direitos iguais e deveres iguais", reforçou este defensor de um regime democrático para um eventual futuro Estado soberano da Palestina.

"Muita revolta" no Médio Oriente

Quisemos ainda saber que tipo de reações ao plano de Donald Trump podemos esperar no Médio Oriente.

"Como é óbvio vai provocar muita revolta entre os palestinianos, mas também entre os árabes e vai revoltar inclusive os israelitas que defendem a paz e a solução de dois estados, com uma Palestina livre e com um Estado soberano", considera Barghouti.

Regressando à proposta do Presidente dos Estados unidos, o secretário-geral do INP concluiu: "Quando dizem aos palestinianos que em vez de um Estado vamos ter guetos, sitiados e cercados por colonos israelitas, sitiados e cercados por uma muralha horrível, isto não é um plano de paz."