Última hora
This content is not available in your region

Trump tem um plano de paz para o Médio Oriente

euronews_icons_loading
Trump tem um plano de paz para o Médio Oriente
Direitos de autor  Evan Vucci / AP
Tamanho do texto Aa Aa

Donald Trump tem um plano de paz para o Médio Oriente, que antes ainda de ser revelado já está a ser alvo de várias críticas. Antes de o dar a conhecer ao mundo, o presidente dos Estados Unidos explicou-o ao primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu. A pouco mais de um mês das eleições legislativas em Israel, o líder da oposição Benny Gantz foi também convidado na Casa Branca e ouviu as explicações de Trump sobre este plano.

"Este plano é muito importante para a paz no Médio Oriente. Onde quer que vá, dizem-me que Israel e os Palestinianos têm de fazer a paz para que haja paz no Médio Oriente. Andam a trabalhar nisto há muitos anos e penso que estamos perto, mas é preciso que haja mais gente a concordar com este plano", disse o presidente norte-americano no encontro com Netanyahu.

Por enquanto, sabem-se poucos detalhes. A componente económica do plano foi apresentada pelo genro de Trump, Jared Kushner e pressupõe uma ajuda de 50 milhões de dólares aos territórios palestinianos, o que mereceu críticas por parte do Hamas, que diz que "a Palestina não está à venda".

Pouco ou nada se sabe sobre o que este plano prevê quanto à formação de um futuro Estado palestiniano, mas sabe-se que inclui a anexação, por parte de Israel, do vale do Jordão, a continuação dos colonatos nos territórios palestinianos e o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel.

Há quem diga que o plano se trata de uma manobra de diversão para afastar as atenções dos problemas de Netanyahu e de Trump: "Este é um plano para proteger Trump do processo de destituição e Netanyahu da prisão. Não é um plano de paz para o Médio Oriente, mas sim um plano de proteção para quem o controla", diz o primeiro-ministro palestiniano Mohammed Shtayyeh.

Na Cisjordânia, fazem-se já manifestações contra o plano de Trump. Sabe-se que foram feitos contactos para que as lideranças da Autoridade Palestiniana e Israel estudem o plano, mas o presidente da AP, Mahmud Abbas, já fez saber que, a confirmar-se que é um plano que claramente beneficia o lado israelita, o rejeita liminarmente.