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EUA deixam de considerar os colonatos israelitas na Cisjordânia como ilegais

EUA deixam de considerar os colonatos israelitas na Cisjordânia como ilegais
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De  Luis Guita
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Donald Trump rompe com o que era a posição legal expressa pelo Departamento de Estado em 1978.

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Estados Unidos já não consideram os colonatos israelitas na Cisjordânia como contrários ao direito internacional.

Em oposição, a ocupação de território palestino é considerada ilegal pela ONU e grande parte da comunidade internacional.

O anúncio da mudança de posição de Washington foi feito pelo secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

"Este é um problema político complexo que só pode ser resolvido por negociações entre israelitas e palestinianos. Os Estados Unidos continuam profundamente comprometidos em ajudar a facilitar a paz, e farei tudo o que puder para ajudar esta causa," afirmou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo.

Pompeo adiantou que a decisão não pode ser considerada como um sinal verde à colonização.

Mas um facto é que pode ser interpretada como um incentivo ao primeiro-ministro israelita demissionário Benjamin Netanyahu, que propôs anexar parte dos colonatos na Cisjordânia ocupada.

O negociador palestiniano, Saeb Erekat, acusa os Estados Unidos da América de substituírem a lei internacional pela lei da selva.

"Eles estão, realmente, a fechar as portas do direito internacional e a abrir as portas do extremismo, do terrorismo, da violência, da corrupção, do derramamento de sangue, e a fazer com que as pessoas sejam forçadas a acreditar que a única maneira de resolver problemas é através da violência e não através de meios pacíficos," declarou o negociador palestiniano, Saeb Erekat.

De acordo com a convenção de Genebra e as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, a comunidade internacional considera a transferência de cidadãos israelitas para territórios ocupados como ilegal.

Por seu lado, a União Europeia já lembrou que a posição sobre a ilegalidade dos colonatos permanece "inalterada".

O ex-enviado especial dos EUA para as negociações israelo-palestinianas, Martin Indyk, considerou o movimento como uma "chapada na cara" dos palestinos e questiona a mudança no momento em que Benny Gantz tenta formar governo em Israel.

Depois de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e a soberania do Estado judaico sobre os montes Golã, Donald Trump reforça, agora, a proximidade com Nethaniu e faz aumentar o fosso com palestinianos.

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