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Eurodeputados pós-Brexit

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Eurodeputados pós-Brexit
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Com a saída do Reino Unido da União Europeia, 73 deputados britânicos deixam o Parlamento Europeu, sendo substituídos por representantes de outros países.

Tal como a Espanha, a França passa a ter mais cinco assentos no hemiciclo. Um deles é de Sandro Gozi do grupo Renovar a Europa. Italiano, eleito em França.

O antigo ministro italiano dos Negócios Estrangeiros abandonou a política italiana por sentir que já não lhe pertencia e integrou a lista centrista do presidente francês Emmanuel Macron para o Parlamento Europeu. "Fiz uma escolha muito europeia e de transição. Penso que estamos aqui para representar os cidadãos da Europa. Desde 1979, os cidadãos europeus podem votar e ser eleitos noutro país. E até agora ninguém fez isso, ou muito poucas pessoas. Quero encarnar essa nova maneira de fazer política, política transnacional, verdadeira política europeia. Temos de construir um movimento político europeu", diz Gozi.

Após o Brexit, a chegada de novos eurodeputados deverá alterar o equilíbrio dos principais grupos políticos em Bruxelas e Estrasburgo. A delegação Renaissance de Macron vai ganhar dois assentos.

"Acho que o Brexit é uma decisão muito má, um erro histórico. Mas temos de respeitá-lo, porque afinal de contas o povo britânico disse duas vezes - primeiro num referendo e depois numa eleição geral - que quer sair. Lamento, mas tenho de respeitar. Para mim, foi uma coisa boa, no sentido que me tornei membro do Parlamento Europeu e sou um pró-europeu muito dedicado. É algo que sempre quis fazer - trabalhar no lugar onde a democracia europeia acontece", realça Sandro Gozi.

Quando lhe perguntámos se a Europa pode realmente renovar-se depois de anos de turbulência e críticas de inação, Gozi mostra-se em sintonia com o seu grupo parlamentar. "Vejo que a Europa não existe em áreas em que precisamos fortemente dela. Não existe uma Europa da política externa ... nem mesmo nos principais desafios globais. Não há uma Europa da Defesa. E é exatamente isso que precisamos de construir. Se hoje criticamos a Europa nestas questões, é exatamente porque a Europa não existe. A Europa deve encontrar a sua nova direção, deve encontrar uma nova razão para existir. Acho que existem imensos desafios que não podem ser enfrentados pelos estados nacionais. Penso que - falando sobre o Brexit - a verdadeira maneira de reassumir o controlo é construir a Europa de que precisamos, e não deixar a Europa ", conclui.