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"Breves de Bruxelas": Exemplo português dos fundos de coesão

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"Breves de Bruxelas": Exemplo português dos fundos de coesão
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O bairro de Vila d'Este, em Vila Nova de Gaia, no norte de Portugal, tem uma nova imagem, graças a intervenções que custaram 18 milhões de euros, sendo que 85% deste valor foi financiado por fundos comunitários.

Segundo a arquiteta Carla Pires da Gaiurb, este era o maior projeto do género na Europa quando as obras começaram.

“A maior intervenção que houve no bairro de Vila d’Este é aquela que é mais visível, é a intervenção na parte física, no edificado, e foi com princípios de melhorias do desempenho energético e, simultaneamente, aumento do conforto na utilização dos edifícios pelos residentes. Em paralelo, o município de Vila Nova de Gaia, foi beneficiando através de outros financiamentos todo o espaço público, todos os equipamentos que existem no empreendimento, e também investiu de alguma forma, que era muito importante nesta comunidade em ações imateriais para promover a inclusão social”, explicou Carla Pires.

Os residentes sentem sobretudo os benefícios da renovação dos prédios, que se prolongou entre 2009 e 2015. Alguns dos moradores com quem falámos confirmaram-nos, por exemplo, que as casas estão mais quentes e confortáveis.

O norte de Portugal é a segunda região europeia mais apoiada pelos fundos comunitários: quase 23 mil milhões de euros entre 1989 e 2015.

"Se nós compararmos o Portugal no momento da adesão com o de hoje, em praticamente todos os indicadores, para não dizer mesmo em todos, o Portugal de hoje não tem nada a ver com aquele que era o país de há 30 e tal anos. Portanto, há uma evidência de que os fundos comunitários foram essenciais, porque grande parte das mudanças do ponto de vista do investimento público, do investimento empresarial, do investimento em ciência, do ponto de vista territorial, etc... as mudanças foram largamente dependentes desses pacotes financeiros", realça o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Fernando Freire de Sousa.

Mas a CCDR-N considera que Portugal ainda precisa de receber mais fundos de coesão para convergir com a União Europeia.