Última hora
This content is not available in your region

Chineses criticam resposta de Itália à COVID-19

euronews_icons_loading
Italy Virus Outbreak
Italy Virus Outbreak   -   Direitos de autor  Alessandra Tarantino/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
Tamanho do texto Aa Aa

A Itália é já o país mais afetado pela COVID-19 em todo o mundo. Ultrapassou a China, berço da infeção e pôs em marcha medidas de contenção sem precedentes. Mas as medidas precisam de ser ainda mais drásticas. É o que dizem os especialistas do primeiro país a viver a epidemia. Uma delegação da Cruz Vermelha chinesa está em Itália para avaliar a situação e aconselhar.

Diz Sun Shuopeng, vice-presidente da Cruz Vermelha da China: "Estamos a encontrar vários problemas. Estivemos em Pádua e, agora aqui em Milão, vemos que a política de confinamento não está a ser bem aplicada. Os transportes públicos continuam a funcionar, as pessoas passeiam, há festas e jantares nos hotéis e as pessoas não usam máscaras".

Por enquanto numa situação melhor que o norte do país, que vive em absoluto desespero, Roma prepara-se para o pior e acaba de inaugurar um hospital, batizado Colombo COVID-2 exclusivamente dedicado aos pacientes de COVID-19. As autoridades sanitárias de Roma pensam em breve abrir duas novas unidades também exclusivamente dedicadas a estes casos.

A Itália regista mais de 41 mil casos do novo Coronavírus, cerca de metade dos quais na Lombardia, e mais de 3400 mortes. Os médicos são já obrigados a escolher quem salvar e as escolhas vão passar a ser ainda mais drásticas, com os hospitais saturados e a precisar urgentemente de camas e equipamento.