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Videoconferências são vulneráveis a ciberataques

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Videoconferências são vulneráveis a ciberataques
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A pandemia da Covid-19 tem obrigado a que até as reuniões ao mais alto nível sejam feitas sem a presença física dos participantes.

O Conselho Europeu, presidido por Charles Michel, tem reunido os líderes dos países da União Europeia (UE) com base em tecnologia de informação.

Mas do ponto de vista da segurança cibernética e da proteção de dados, as videoconferências usando a Internet não são tão seguras quanto seria desejável.

"Um dos problemas enfrentados por todas as organizações multilaterais, tais como a ONU e a UE, é que a segurança é muitas vezes desafiada pelo facto de haver muitos interlocutores envolvidos, alguns dos quais nem sempre têm as melhores intenções, e outros podem não ter adotado as medidas de segurança necessárias. Se houver informação cofidencial em causa, é muito provável que haja piratas a tentar obtê-la", explicou, à euronews, James Lewis , especialista em segurança cibernética no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionaise, em Washington (EUA).

As redes informáticas destas instituições têm alto nível de segurança, mas basta que apenas um dos participantes use um computador portátil pessoal para criar um ponto vulnerável em toda a estratégia de defesa cibernética.

As conferências feitas via Internet são uma presa fácil para os piratas informáticos, afirmou James Lewis: "Descobrimos que muita ferramentas tecnológicas das quais dependemos habitualmente não são seguras para os níveis de maior exigência de confidencialidade".

"A maneira como as pessoas as implementam não apresenta segurança suficiente nos níveis de maior exigência. Penso que essa lição tem de ser levada em conta pelos programadores, de forma a repensarem como podem aumentar a segurança. Até agora, o teste tem sido enfrentado sem nenhum dano muito grave”, acrescentou o especialista.

Instituições públicas e privadas poderão enfrentar um sério teste em termos de segurança das suas redes informáticas com a crise da Covid-19. Os especialistas dizem que serão necesssários avultados investimentos para criar uma proteção cibernética que esteja ao nível da ameaça em causa.