Última hora
This content is not available in your region

Covid-19: Wuhan regressa à normalidade

euronews_icons_loading
Covid-19: Wuhan regressa à normalidade
Direitos de autor  Ng Han Guan/Copyright 2020 The Associated Press. All rights reserved
Tamanho do texto Aa Aa

Aos poucos Wuhan volta à normalidade. Naquele que até há poucas semanas foi o epicentro da covid-19, cerca de 11 milhões de pessoas regressam à vida de todos os dias.

Depois de restrições sem precedentes, a cidade chinesa começa a respirar de alívio. Os comerciantes voltaram aos mercados locais e as lojas reabrem ao público, na esperança de recuperar o tempo perdido.

Cai Jiangshun reside em Wuhan. Aos 58 anos, nunca tinha vivido nada semelhante, mas acredita ter sido por uma boa causa. "Fechámos a cidade. Fechámos os bairros residenciais. Tínhamos cinco medidas deste tipo. Por causa dessas medidas, conseguimos conter a epidemia rapidamente. Os hospitais provisórios foram encerrados. Existem poucos casos novos".

Para outros, a suspensão do bloqueio significa sair de Wuhan. As restrições de viagens domésticas foram reduzidas há duas semanas, mas milhares de pessoas na cidade permaneceram impedidas de circular, até as autoridades permitirem o retorno ao tráfego normal.

No entanto, para impedir uma segunda onda de coronavírus, o foco passou para a identificação de portadores assintomáticos. Os leves ou inexistentes sintomas de doença levaram a que fossem considerados indivíduos de baixo risco, mas recentes casos de infeção, detetados por dispositivos de rastreamento, obrigaram a novas observações médicas.

As medidas foram bem recebidas pelos especialistas, mas a comunidade científica garante que o problema só vai poder ser resolvido no âmbito de uma estratégia adequada e global.

De acordo com o virologista e professor na Universidade de Cambridge, Chris Smith, "cerca de cinco milhões de pessoas provavelmente tiveram ou têm esta infeção, no Reino Unido. Isso significa que ainda há um grande número de pessoas, cerca de 60 milhões ou mais, que não têm e não estão imunes. São suscetíveis. Se abandonarmos estas medidas de uma só vez, os casos que ainda continuam a circular vão fazer reaparecer esta pandemia em todos os cantos do mundo. E mesmo que não propaguemos a pandemia no nosso próprio país, há muitos outros países com a doença ativa que o farão. Portanto, este é um problema global, que precisa de uma solução global".

Esta terça-feira, a China registou zero mortes associadas à covid-19. Como parte do plano de prevenção contínua, novas medidas de rastreamento podem em breve vir a ser impostas no país.