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"Há dispositivos para os países da UE fora da zona euro"

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"Há dispositivos para os países da UE fora da zona euro"
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A editora de Economia da Euronews, Sasha Vakulina, falou com o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, sobre o alcance do plano económico de emergência face ao cenário de recessão.

Sasha Vakulina, Euronews: Até que ponto este programa de ajuda de 500 mil milhões de euros pode vir a acarretar medidas de austeridade para os países, tal como aconteceu durante os resgates da crise financeira?

Valdis Dombrovskis, vice-presidente da Comissão Europeia: Nós decidimos dar flexibilidade orçamental aos Estados-membros. Basicamente, ativámos a chamada cláusula de derrogação geral. E o Mecanismo Europeu de Estabilidade não vai comportar nenhum condicionalismo adicional também. O único critério é que o dinheiro seja gasto direta ou indiretamente com medidas relacionadas com a Saúde e com a resposta ao novo coronavírus.

Euronews: Quer isso dizer que os membros da zona euro vão ter um acesso privilegiado aos fundos e aos apoios, em relação aos países que não fazem parte?

VD: Isso também foi debatido no seio do Eurogrupo. Há dispositivos para ajudar na balança de pagamentos de países fora da zona euro. Do lado da Comissão Europeia, defendemos deixar margem no orçamento da União Europeia para este apoio à balança de pagamento de países não-membros da zona euro, caso seja necessário.

Euronews: A resposta conjunta da Europa: tudo aquilo que temos ouvido nas últimas semanas passa por várias medidas. Continua a haver desacordo relativamente aos instrumentos de mutualização de dívida. Considera que o Eurogrupo e a União Europeia podem recorrer a esses instrumentos no futuro?

VD: O que ficou acordado no Eurogrupo foi um conjunto de medidas imediatas para responder à crise. Mas também se começou a debater a fase de recuperação. O Eurogrupo considera que o próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia vai desempenhar um papel central na retoma. Os ministros debateram igualmente outras ideias, outras opções, como o Fundo de Recuperação, que pode vir a complementar o quadro plurianual. Ou seja, as conversações sobre este tipo de instrumentos vão continuar.