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Portugal sem energia a partir de carvão pela primeira vez em 35 anos

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De  Euronews com Lusa
Industrial chimneys are pictured at Sines port on February 12, 2020 in Sines. (Photo by PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)
Industrial chimneys are pictured at Sines port on February 12, 2020 in Sines. (Photo by PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP)   -   Direitos de autor  PATRICIA DE MELO MOREIRA/AFP or licensors
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Portugal produziu eletricidade sem recurso ao carvão pela primeira vez em 35 anos.

A informação foi hoje avançada pela REN - Redes Energéticas Nacionais, que revelou que a produção das centrais a carvão de Sines e do Pego foi "nula" no mês de abril, um feito inédito desde a sua criação, em 1985.

"A produção de carvão, que já era muito reduzida, foi mesmo nula em abril, o que acontece pela primeira vez desde a existência das atuais centrais a carvão de Sines e Pego", explicou a gestora da rede elétrica nacional, numa altura em que se perspetiva o encerramento das duas centrais.

Em outubro, o Governo anunciou estar preparado para encerrar a central termoelétrica do Pego no final de 2021 e fazer cessar a produção da central de Sines em setembro de 2023.

Segundo a REN, em abril, as condições hidrológicas foram favoráveis, com o índice de produtibilidade hidroelétrica a situar-se em 1,17 (sendo a média histórica igual a 1), enquanto nas eólicas o índice situou-se em 0,85 (média histórica igual a 1).

A produção renovável abasteceu 69% do consumo nacional, a produção não renovável 17%, enquanto os restantes 14% foram abastecidos com energia importada de Espanha.

O consumo de eletricidade caiu 12% em abril, segundo dados da REN, que refere que é necessário recuar a agosto de 2004 para encontrar um consumo mensal tão baixo como o do mês passado.

Se o consumo de energia for contabilizado corrigindo os efeitos de temperatura e o número de dias úteis do mês, a queda em abril ainda foi ainda maior, de 13,8%, em relação ao período homólogo.

Já no mercado de gás natural, o consumo nacional teve em abril uma quebra de 26%, com uma diminuição de 13% no segmento convencional (consumo doméstico) e uma redução de 66% no segmento de produção de energia elétrica, de acordo com a REN.