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Alemanha suspeita de ligação da Rússia a ciberataque ao parlamento

Alemanha suspeita de ligação da Rússia a ciberataque ao parlamento
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A Rússia poderá estar novamente implicada num caso de interferência por meios tecnológicos junto de um governo estrangeiro, depois da polémica ligação às eleições presidenciais dos Estados Unidos, em 2016. Desta feita, o caso remonta a 2015, na Alemanha, e teve como alvo a câmara dos deputados (Bundestag) e os serviços da chanceler Angela Merkel.

Esta quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chamou o embaixador russo em Berlim, Sergei Netschajew, a dar explicações sobre esse ciberataque, devido aos indícios que apontam para um suspeito que pertencia na altura ao GRU, a agência de inteligência militar russa.

Em comunicado, o ministério sublinhou que, caso seja provada a origem do ciberataque, poderão surgir sanções da União Europeia.

Já no passado dia 13 de maio, a chanceler alemã, Angela Merkel, considerou "escandalosas" as tentativas de pirataria russa de que diz ter sido alvo em 2015 e assumiu ter "provas" do caso. As críticas foram reforçadas esta quarta-feira, com a líder do executivo a acusar a Rússia de "apoiar regimes fantoches em certas partes do leste da Ucrânia e de atacar as democracias ocidentais, incluindo a Alemanha, com meios híbridos".

Segundo a imprensa alemã, foi já emitido um mandado de detenção contra um alegado pirata informático, Dimitri Badin, que é também suspeito de ter estado envolvido em atos de pirataria nas presidenciais norte-americanas de 2016.

Paralelamente, o caso está a ser integrado numa outra investigação de possível ação russa em território germânico: o caso do assassinato de Tiergarten, no qual um georgiano de origem tchechena foi morto no centro de Berlim, no ano passado.